Numa zona de tradição do comércio madeirense, mesmo às portas da cidade do Funchal, nascia em meados do século XIX, por entre a azáfama insuspeita do núcleo comercial do açúcar e no beco que ostenta orgulhosamente até aos dias de hoje o nome da soberba iguaria, o armazém do sal.

A convivência agridoce terá durado cerca de 100 anos para depois, desaparecer misteriosamente por entre o declínio comercial do centro histórico onde se havia implantado.

Felizmente a alma não morre, apenas dorme. Como vindo de um conto misterioso, do armazém do sal nasceu o Armazém do Sal, o eloquente restaurante que desde 2007 faz reviver, com a merecida sobriedade e respeito, este pedaço de história que tanto orgulha os seus criadores.

A preservação do corpo foi respeitada em cada pedra de basalto, no rangido sóbrio de cada soalho, na preservação das majestosas traves de casquinha, no gradeamento desconfiado de todas as janelas, na imponência das roldanas outrora movidas por juntas de bois e nas robustas fechaduras das mesmas portas que guardam o misterioso segredo.

A alma, por seu turno, vive incólume em cada instante no sal que teima em brotar do seio das pedras vivas nos dias húmidos, no brilho pálido dos inúmeros candelabros que dão vida às formas e, acima de tudo, no sorriso dos que hoje, como outrora, preenchem com vida e carinho este espaço encantado.

O restaurante Armazém do Sal oferece através da sua cozinha os sabores tradicionais portugueses aconchegados por requintes da alta cozinha argentina a um máximo de 190 visitantes comodamente sentados e distribuídos pelos seus três diferentes espaços, onde diariamente se escuta música ao vivo, saboreiam-se iguarias e vinhos inesquecíveis e se vive, com orgulho, a nossa própria história.

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